Serviços de Psicologia e Orientação

A Organização de Mundial de Saúde (OMS) define saúde mental como “o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face ao stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere” (OMS, 2014). 
É incorreto dissociar a saúde física da saúde mental, uma vez que não há saúde física sem saúde mental. O que a mente não resolve, o corpo transforma em doença. A dimensão positiva da saúde mental é enfatizada na definição da OMS: “A saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade” (OMS, 2014).
Assim, e continuando a desmitificar crenças, “os psicólogos são para malucos”? Não, os “psicólogos não são para malucos”. Por vezes, “maluco” é aquele que engorda as lágrimas, as tristezas.
Em contexto escolar o psicólogo deve: promover o bem-estar e a saúde mental (o que engloba, necessariamente, aspetos biológicos, emocionais e contextuais); prevenir o abandono escolar precoce; promover uma escola inclusiva; fomentar a colaboração entre os diferentes agentes educativos (e.g. professores, encarregados de educação, etc.)
Importa informar que a ação do psicólogo nas escolas está devidamente delimitada pelo Decreto-Lei n.º 190/91, de 17 de maio. Foi este decreto que criou os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO). Assim, são atribuições destes serviços:
- Contribuir para o desenvolvimento integral dos alunos e para a construção da sua identidade;
- Apoiar os alunos no seu processo de aprendizagem e de integração no sistema de relações interpessoais da comunidade escolar;
- Prestar apoio de natureza psicológica e psicopedagógica a alunos, professores, pais e encarregados de educação, no contexto das atividades educativas, tendo em vista o sucesso escolar, a afetiva igualdade de oportunidades e a adequação das respostas educativas;
- Assegurar, em colaboração com outros serviços competentes, designadamente os de educação especial, a sinalização de alunos com necessidades especiais, a avaliação da sua situação e proposta das intervenções adequadas;
 - Contribuir, em conjunto com as atividades desenvolvidas no âmbito das áreas curriculares, dos complementos educativos e das outras componentes educativas não escolares, para a identificação de fatores psicológicos dos alunos de acordo com o seu desenvolvimento global e nível etário;
 
- Promover atividades específicas de informação escolar e profissional, suscetíveis de ajudar os alunos a situarem-se perante as oportunidades disponíveis, tanto no domínio dos estudos e formações como no das atividades profissionais, favorecendo a indispensável articulação entre a escola e o mercado de trabalho;
 
- Desenvolver ações de aconselhamento psicossocial e de carreira dos alunos, apoiando o processo de escolha e o planeamento de carreiras;
 - Colaborar em experiências pedagógicas e em ações de formação de professores, bem como realizar e promover a investigação nas áreas da sua especialidade.